terça-feira, 7 de maio de 2013

Colágeno

colageno



As funções dessa proteína vão bem além de manter a pele firme. Ela atua na prevenção de doenças como osteoartrite, que incapacita muita gente de levar o dia a dia.

Vemos nos rótulos de xampus, hidratantes e produtos alimentícios, popularmente conhecido como sinônimo de uma pele firme e de cabelos resistentes, devido às suas propriedades de sustentação e elasticidade. Menos popular e mais vital, porém, é a sua capacidade de fortalecer as cartilagens. Essas estruturas é que atenuam o atrito entre os ossos, evitando a osteoartrite, ou seja, a inflamação das articulações, que ficam desgastadas especialmente nos quadris, nas mãos, nos ombros e nos joelhos.

A comida, diga-se, não entrega o colágeno de mão beijada. Mas as refeições abrigam a matéria-prima para sua fabricação dentro das células cartilaginosas. Acontece que, a partir dos 30 anos de idade, essa fábrica celular de colágeno desacelera cerca de 1% ao ano. E a situação se agrava para o time feminino após a menopausa. Os ovários deixam de liberar o hormônio estrogênio, que estimulava a síntese de colágeno. A boa notícia é que é possível evitar esse prejuízo com um cardápio que compensa a lentidão do organismo para gerar quantidades adequadas de colágeno.

Embora seja difícil mensurar em cada proteína a quantidade exata da tríade de aminoácidos formadores de colágeno, incluir os alimentos certos nas refeições garante o aporte dos 10 gramas diários de que o organismo necessita. O pré-requisito inegociável você já conhece: a fonte proteica precisa ser de origem animal. Carnes vermelhas, frango, peito de peru, peixes, ovos, queijo, leite e iogurte desnatado são as melhores apostas. Para assegurar que os aminoácidos ingeridos serão, de fato, convertidos em reforço para a cartilagem, você pode dar uma ajuda extra ao corpo, consumindo fontes de nutrientes que colaboram com sua absorção, é o caso das vitaminas A, C e E, presentes na cenoura, no pepino, na laranja, no limão e na goiaba.

Agora desmitificando um mito de senso comum a gelatina e companhia está longe de ser a melhor coadjuvante na fabricação de colágeno. A maioria das gelatinas contém uma quantidade insignificante de proteína. A exceção são os produtos com colágeno hidrolisado.

Entenderam? Mas lembrem-se de sempre consultar um profissional se surgirem dúvidas.

 

Nutricionista – Dr.ª Letícia Carolino


lscarolino@hotmail.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário