segunda-feira, 21 de março de 2016

Depressão Pós Parto X Baby Blues

coração


Oieeee .. matéria importante e necessária.


Leiam "mamães frescas"... (outro dia escrevi mamães frescas e acharam que eu estava xingando minhas leitoras .. mamães frescas significa mamães novas...)


*Matéria Revista Crescer - http://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Pos-parto/noticia/2015/01/depressao-pos-parto-e-baby-blues-entenda-diferenca.html


** Comentários desnecessários por minha parte =D


----------------------------------------------------


                              Dá para imaginar um momento mais feliz para uma mãe do que a chegada de seu tão esperado bebê ao mundo, depois de longos nove meses de gestação? Quando imaginamos a cena, vemos a mulher sorrindo, com seu filho saudável, em meio a roupas coloridas, bichos de pelúcia e aquele cheirinho de bebê. Mas nem sempre é exatamente assim. Algumas mães, mesmo nesse contexto positivo, vivenciam tristeza e melancolia. Na maior parte dos casos, trata-se do chamado baby blues. Um grupo menor - a literatura científica mundial estima uma taxa que varia entre 10 e 15% das novas mães - enfrenta um problema ainda mais grave: a depressão pós-parto.

Como diferenciar um do outro? "Enquanto o baby blues é passageiro, causado apenas pelas alterações hormonais bruscas que a mulher sofre no pós-parto e não precisa de nenhum tratamento, a depressão tem antecedentes - ou seja, não é ocasionada pela gravidez ou pelo nascimento da criança - e precisa de acompanhamento médico, inclusive com tratamento químico", diz Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo, em São Paulo.

Por quê? Por quê? Por quê?


Em uma enquete realizada pela CRESCER, 43% das leitoras afirmaram ter vivenciado o baby blues. Um dos fatores que mais complica essa turbulência emocional é que, muitas vezes, a família não entende, o marido não sabe como agir e, às vezes, nem a própria mulher compreende o que está acontecendo com ela. "A mãe vê todo mundo feliz, o bebê em ótimas condições de saúde e tudo está perfeito, mas ela não consegue se sentir bem e começa a achar que está louca", explica a especialista.

*** Louca não! Com problema mesmo .. a gente pensa "mas pq é que não está propaganda de margarina se está tudo certo?" .. é praticamente uma nuvem no olho, muitas vezes vc não sabe como responder e nem como agir ***


                               O primeiro passo, tanto para a mãe quanto para as pessoas que a cercam, é entender que esta reação está longe de ser uma frescura ou fraqueza. É um comportamento involuntário. Da mesma maneira inesperada que vem, o baby blues também se dissipa sozinho, em geral depois de 15 ou 20 dias. Além de esperar e  ter paciência, a mãe precisa contar com o apoio prático da família. "Isso significa ter alguém que pegue o bebê no colo para ela poder dormir um pouco mais, que cuida da criança enquanto ela toma um banho ou se alimenta... Conselhos não ajudam porque o baby blues é uma condição física",

** Entendam mortais da raça masculina! Entendam parentes comentaristas da globo que a mulher NÃO é fraca. São hormonios, é físico, portanto seus comentarios lixo como "está assim só com um filho, imagine quando tiver três" ou "para de frescura caralho, se não está feliz então que não tivesse filho" ou "sua mal agradecida" ou "nossa, nunca vi mãe com filho pequeno e unha bem feita" ou "já emagreceu tudo?" ou "demora quanto tempo pra vc emagrecer tudo" .. CALEM A SUA BOCA .. SE NÃO FOR PRA AJUDAR ENTÃO NÃO PREJUDIQUEM ESSE PERÍODO FUNDAMENTAL DE RECUPERAÇÃO DA MULHER! #PRONTOFALEI #SOUSURTADAMESMO #TRAUMATIZADAMODEON

afirma Rita. Além disso, a própria mãe tem de tentar ser mais compreensiva consigo mesma e menos severa na autocrítica.

** Posso falar uma coisinha que aconteceu comigo? Eu sempre dei conta de tudo (antes ao Lucas claro kk), sempre me garanti, tive opinião, nunca deixei ninguém na mão, sempre fui exemplo de dedicação e competência. (não estou exagerando não, era como eu me via, como as pessoas me viam e realmente eu sentia isso).

Quando o Lucas nasceu a primeira sensação que tive foi de impotência. Depois de "falta de compreensão" ou "porque ninguém me ajuda como sempre ajudei os outros" .. esperei demais de algumas pessoas sabe? ..

O fato de eu estar limitada fisicamente, me fazendo depender de muitos e por um longo período (detalhes não vem ao caso) simplesmente acabou comigo.

E o fato de eu estar "lerda" mentalmente .. (meu cansaço físico foi extremo, eu não tinha reflexos e muitas vezes simplesmente ficava quieta sem entender o que estava acontecendo) .. me fez perder o meu porto seguro que sempre foi minha confiança e certeza.

Quando vc enfraquece alguém fortalece, sendo bom ou ruim, alguém acha que precisa mostrar que faz o seu papel na terra. E não é essa a questão.

O que aprendi muito com a maternidade é que  .. ninguém nunca vai te respeitar .. sempre alguém será melhor, sempre alguém sabe mais .. sempre alguém vai querer ser mais .. eu luto diariamente no meu blog e no insta por uma maternidade de amizade e não comparativa e frustada ..

Portanto, esteja bem e em paz com vc! Os outros são os outros e só...

Voltando a matéria .. desculpe, fui prolixa de novo kkk



Além da tristeza...


Mais raro e mais grave que o baby blues é a depressão pós-parto. Embora muitas mulheres confundam os sintomas, os dois quadros são bem diferentes. A depressão é um problema que costuma acometer mães que já tinham antecedentes: seja manifestação de doença mental, trauma (como assalto, acidentes, perdas ou separações) vivido antes ou durante a gravidez ou até falta de estrutura emocional para lidar com alguma dificuldade na gestação, como o fato de a criança apresentar doença congênita, por exemplo, entre outras razões.


"A mãe perde a vontade de viver, manifesta o desejo de se matar, fala ou pensa em agredir a criança ou até a si mesma: são todos indícios de que ela está, de fato, em depressão", explica a psicóloga. Nesse caso, ela precisa de muito mais que apoio e paciência. A mulher deve ser acompanhada por um médico psiquiatra, que provavelmente recomendará um tratamento químico, com remédios.


De acordo com Rita, o obstetra é o profissional mais importante para identificar os primeiros sinais e encaminhar a mãe para o tratamento. Se ela já teve alguma outra doença mental antes, como a própria depressão ou síndrome do pânico, ele deve ficar atento ainda durante a gestação e acompanhar. Ele também poderá avaliar o estado da saúde psíquica da mulher na consulta que acontece após o parto, sempre nas primeiras semanas de vida do bebê.

Bem antes do bebê...


Prestar atenção no histórico e no comportamento da mulher antes do parto pode ser mesmo o caminho mais eficaz para a prevenção. Um estudo realizado pela Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, observou os casos de mais de 8 mil mulheres com graus diferentes de depressão pós-parto e concluiu que dois terços das mães com sintomas severos começaram a manifestar a doença ainda durante a gestação e não somente depois de dar à luz.
Grávida com depressão (Foto: Shutterstock)

A mesma pesquisa percebeu que as mulheres com uma versão moderada de depressão pós-parto revelaram os sinais após o nascimento dos filhos, mas 60% delas tiveram complicações na gravidez, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia ou hipertensão. De acordo com os cientistas, a descoberta é um avanço no sentido de facilitar o diagnóstico precocemente e, assim, adequar o tratamento. "Este é definitivamente um primeiro passo na direção certa", diz Leah Rubin, professora-assistente do Programa de Pesquisa da Saúde Mental da Mulher da Universidade de Illinois.

Dá para evitar?


No caso do baby blues, como ele é ocasionado por hormônios, simplesmente não dá para se prevenir. É como a tensão pré-menstrual: algumas mulheres têm vários sintomas e outras não. "O que pode ser feito, antes ou durante a gestação, é buscar informações e conversar sobre o assunto com a família. Assim, caso aconteça, todos já sabem do que se trata e fica mais fácil compreender a questão", alerta Rita.

Já a depressão pós-parto pode - e deve - ser evitada. Se a mãe já sofreu de doenças parecidas ou se passa por uma situação estressante, que possa desencadear o problema, ainda durante a gravidez, ela, o médico obstetra, o parceiro e a família devem ter cuidado redobrado e acompanhar possíveis alterações comportamentais de perto.

 --------------------------------------------------------------


Entenderam a diferença? Os dois são importantes, os dois merecem atenção e os dois exigem apoio. E NÃO COBRANÇAS.


Se vc "mãe" achar que está com algum desses dois e não sentir segura ou com confiança para falar com àqueles ao seu redor para apoiá-la, procure um médico! Simples assim! Desabafe com quem é imparcial e racional!


Busque tratamento, busque melhorar sempre!


Maternidade não é um mar de rosas e sempre vão te mostrar que é sim e que vc que tem problema.


O que eu aprendi é a não dar importância àqueles que me diminuem, àqueles que não me apoiam e àqueles que me cobram desnecessariamente.


Ao inves de dar importancia para as dificuldades da vida materna, "foca" no seu filho, "foca" em você! De importancia aos pequenos momentos de alegria. Force para que vc sinta essa alegria, pq amiga, VAI PASSAR. Calma que vai passar! E tente aproveitar para futuramente não se arrepender de ter perdido algum momento importante do seu filho, pq estava triste ou discutindo com alguém.


Posso dizer que passei com graduação A por essa turbulência. Danos emocionais (talvez irreparáveis) me foram concedidos, mas o amadurecimento que adquiri foi fantástico. Uma visão de determinação e organização já nunca visto em meu cérebro de amendoim! E digo (redundantementemente) que não perdi nehuma fase ou nenhum momento do meu filho!


Arrependimentos sempre existem, mas nessa vida viemos para viver e sentir. Portanto sinta! E Viva!


Espero ter ajudado =)


Bjão

Nenhum comentário:

Postar um comentário